30 julho 2013

Ter um cão...


Deve ser o sonho de muita gente. Alguns conseguem cumprí-lo, outros não, pelos mais diversos motivos.
Nem toda a gente deveria ter o direito de ter um animal de estimação. Nem todos estão dispostos a aceitar as suas asneiras, o seu crescimento, as suas doenças... a sua presença constante.

Tenho vindo a adiar esse sonho por falta de condições. Recuso-me a ter um cão sem tempo para o passear, sem espaço para ele brincar... e por agora não dá.

Contudo, quando o momento vier, recuso-me a comprar um cão. Os cães de raça podem ser muito bonitos mas nenhum é tão meigo e dedicado como um rafeiro. E isto digo por experiência própria porque já tive ambos. Cada um faça como entender, mas eu não percebo a decisão de dar 600/800€ ou mais por um cão. Não nesta altura pelo menos... com tantos animais a precisar de ajuda, com tantas associações sem espaço para os acolher. (já para não falar em tanta gente que passa fome, mas não é esse o âmbito)

Depois penso em pessoas que adoptaram cães de rua e que (lhes) mudaram a vida. Penso por exemplo na Helena e no Pika e como ela se emociona quando fala dele e como os seus olhos brilham. Podemos pensar que foi apenas ela que mudou a vida do Pika e que o resgatou da rua e dos maus tratos, mas não é isso que sinto. O que sinto é que mudaram a vida um do outro para melhor.

E por isso deixo o apelo, se estão com ideias de ter um cão, pensem se realmente querem e podem.
Se sim então não comprem, adoptem! Esse dinheiro pode servir para muita coisa, para tratar o vosso ou outros cães. Há muitas instituições que fazem esticar verbas dessa dimensão e conseguem fazer a diferença.

6 comentários:

  1. Eu estive quase para aceitar um cão cá em casa, oferecido mas recusei porque o desgraçado ia passar o tempo todo sozinho.
    Lá em casa dos meus pais, sempre tivemos rafeiros. Um deles foi descoberta a ninhada num pinhal aqui perto e teve os irmãos espalhados pela minha família. Outra encontramos na rua e não conseguimos voltar para casa sem aqueles olhos no banco de trás (depois de nos certificarmos que tinha nascido na rua).
    Mas também já tivemos um Setter Irlandês, que adorei e que adorava voltar a ter. Na altura uns conhecidos estavam a vender por um preço irrisório, porque muitas vezes o facto de pagar algum dinheiro por eles, dá a quem os tem algum "descanso" em como essa pessoa o irá tratar bem (isto depois de conhecer um caso em que ofereceram os cães e um deles foi parar a uma sucata, para guardar o estaminé!!!).

    Agora esses valores de que falas, nunca me passaria pela cabeça dar, principalmente actualmente, com todas as dificuldades financeiras que já se conhece e com a quantidade de associações a que podemos recorrer.

    E eu confesso: ADORO RAFEIROS!!!
    DOG LOVER FOREVER!!!!

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    1. Pois, o pior para mim é quando começo a ver fotos desses "olhinhos tristes e carentes" nas péginas das instituições... dá-me logo vontade de os adoptar.

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  2. ah eu sou a Helena que durante anos disse que não tinha vida para cães... e agora não tenho vida para não ter cães. Mas não é sempre um mar de rosas como nada na vida, mas efectivamente é um companheiro que nos ajuda nos momentos menos bons. Está lá sempre com a sua pata amiga para nos dar colo. Já não me imagino sem o meu Pika...

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    1. :) Obrigada pela partilha Helena. Bjinhos***

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  3. Por agora não tenho animais...
    Mas lá que sinto falta de chegar a casa e ter uns olhitos fofos a virem ter comigo... tenho!!!!
    Mas concordo contigo... Adoptem!!!! H
    á tantos fofinhos a precisarem de amor, vê-se tantas histórias horríveis... Por vezes penso como há pessoas capazes de tal coisa, como podem dormir à noite depois de fazerem mal a um ser inofensivo... Gostava que passassem pelo mesmo!!!!

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    1. Lá chegará o tempo Candy. Por acaso imagino-te mais a ter um gato :)
      muahs****

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